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23 de julho de 2014

Assembleia Legislativa - a nova grafia sem acento agudo

Publicado por Assembléia Legislativa do Estado do Acre (extraído pelo JusBrasil) e mais 2 usuários , Jus Vigilantibus, Agência Brasil - 5 anos atrás

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A Mesa Diretora do Poder Legislativo do Acre já autorizou o setor responsável já procedeu a mudança na placa com o nome Assembléia Legislativa', que constam na fachada do prédio e nos seus impressos levando o acento agudo na letra E ['] e, que a partir de hoje, 1 de janeiro, inexistirá, pois a nova grafia de Assembleia, conforme o Acordo Ortografico da Língua Portuguesa, não exigirá mais, pois trata-se de um ditongo aberto e a nova regra exclui a necessidade do acento.

Todos os países que falam português passam a ter uma escrita unificada. Segundo os dados oficiais são mais de 280 milhões de pessoas no mundo falando a língua de Machado de Assis e Camões.

No Brasil, agora, pessoas que foram batizadas com nomes que começam com as letras W, Y e K não terão mais problemas, pois essas três letrinhas passam a fazer parte do alfabeto oficial do Brasil com a vigência do Acordo Ortografico da Língua Porutguesa. O alfabeto, que antes reconhecia apenas 23 letras, passa a ter 26.

Além da volta das três letras excluídas do alfabeto em 1971, quando foi referendado um sistema ortográfico simplificado, estabelecido pela Academia Brasileira de Letras em 1943, o trema deixa de ser usado definitivamente, assim como o chamado acento diferencial - o que faz com que a palavra "pelo" possa ser tanto "por meio de" quanto uma flexão do verbo pelar (eu "pelo" o cachorro) e o substantivo usado para denominar o que recobre o braço humano (os pelos).

O hífen e os acentos agudos e circunflexos também deixam de ser usados em algumas situações: ninguém mais precisará ter auto-controle para não entrar numa paranóia por causa do horário do vôo - e sim, terá ou não "autocontrole", sem hífen, "paranoias", sem acento agudo, e "voo", sem o circunflexo. O autocontrole e a paranoia também não são necessários para aprender logo as novas regras: até 2012, o país vive um período de transição, em que são aceitas as duas formas.

Acento agudo do Ditongo da Assembleia é retirado [clique na imagem para ampliar]

As novas regras, segundo o governo:

Pelo novo Acordo Ortografico da Língua Portuguesa essas são as novas formas de se escrever. O documento unifica o idioma em todos os países que o adota e começa a valer hoje (1º) no Brasil. Até dezembro de 2012, a forma atual também é aceita. O resumo tem como colaboradora a professora Stella Bortoni, linguista da Universidade de Brasília (UnB). Confira:

ALFABETO

Hoje tem 23 letras, agora passa a ter 26. O k, w e y voltam ao alfabeto oficial, porque o acordo entende que é um contra-senso haver nomes próprios e abreviaturas com letras que não estavam no alfabeto oficial (caso de kg e km). Além disso, são letras usadas pelo português para nomes indígenas (as línguas indígenas são ágrafas, mas os linguistas estudiosos desses idiomas assim convencionaram). Na prática: nenhuma palavra passa a ser escrita com essas letras - "quilo" não passa a ser "kilo" - por serem "pouco produtivas" ao português, na opinião da linguista.

SOMEM DA ORTOGRAFIA

Trema: somem de toda a escrita os dois pontos usados sobre a vogal u em algumas palavras, mas apenas da escrita. Assim, em "linguiça", o "ui" continua a ser pronunciado. Exceção: nomes próprios, como Hübner.

Acento diferencial: também desaparecem da escrita. Portanto, pelo (por meio de, ou preposição + artigo), pêlo (de cachorro, ou substantivo) e pélo (flexão do verbo pelar) passam a ser escritos da mesma maneira. Exceções: para os verbos pôr e pode - do contrário, seria difícil identificar, pelo contexto, se a frase "o país pode alcançar um grande grau de progresso" está no presente ou no passado.

Acento circunflexo: Desaparece nas palavras terminadas em êem (terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo de crer, ver, dar...) e em oo (hiato). Caso de crêem, vêem, dêem e de enjôo e vôo.

Acento agudo:

1 - Nos ditongos abertos éi e ói, ele desaparece da ortografia. Desta forma, "assembléia" e "paranóia" passam a ser assembleia e paranoia. No caso de "apóio", o leitor deverá compreender o contexto em que se insere - em "Eu apoio o canditato Fulano", leia-se "eu apóio", enquanto "Tenho uma mesa de apoio em meu escritório" continua a ser escrito e lido da mesma forma.

2 - Desaparecem no i e no u, após ditongos (união de duas vogais) em palavras com a penúltima sílaba tônica (que é pronunciada com mais força, a paroxítona). Caso de feiúra.

USO DO HÍFEN

Deixa de existir na língua em apenas dois casos:

1 - Quando o segundo elemento começar com s ou r. Estas devem ser duplicadas. Assim, contra-regra passa a ser contrarregra, contra-senso passa a ser contrassenso. Mas há uma exceção: se o prefixo termina em r, tudo fica como está, ou seja, aquela cola super-resistente continua a resistir da mesma forma.

2 - Quando o primeiro elemento termina e o segundo começa com vogal. Ou seja, as rodovias deixam de ser auto-estradas para se tornarem autoestradas e aquela aula fora do ambiente da escola passa a ser uma atividade extraescolar e não mais extra-escolar.

EM PORTUGAL

Caem o c e o p mudos, como "óptimo" e "acto". Passam a ser grafadas como o Brasil já fazia. Palavras como "herva" e "húmido" também passam a ser escritas como aqui: erva e úmido.

[Agência Aleac, com apoio da Abr]

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Disponível em: http://al-ac.jusbrasil.com.br/noticias/693762/assembleia-legislativa-a-nova-grafia-sem-acento-agudo