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16 de Setembro de 2019
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    Vida econômica deveria ser orientada por princípios éticos, diz Moisés

    O dinheiro, embora necessário, não pode ser o supremo valor dos nossos atos, nem o critério absoluto das decisões dos indivíduos e dos governos. O dinheiro deve ser usado para servir ao bem comum das pessoas, na partilha e na solidariedade. Essas foram as primeiras palavras do líder do governo na Casa, deputado Moises Diniz (PC do B) em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa durante a sessão solene em homenagem a Campanha da Fraternidade realizada nesta quarta-feira, 17.

    De acordo com o deputado, toda a vida econômica deveria ser orientada por princípios éticos. A medida fundamental para qualquer economia é um sistema que deveria criar reais condições de segurança e oportunidades de desenvolvimento da vida e todas as pessoas, desde os mais pobres e vulneráveis.

    “Quando o dinheiro produz a morte, quando divide lares, joga nação contra nação, quando alimenta o preconceito e a segregação, então o dinheiro deixa de ser um elo entre o homem e sua felicidade para se tornar um ente maligno que aporta o homem no inferno da dor e da sevícia humana”.

    Segundo Moisés, o “capitalismo selvagem” trabalha no sentido oposto. Não se importa com a destruição da natureza ou com o fato de que está tornando sistêmica a miséria de milhões de famílias. “Na historia humana, marcada por ambições, explorações, injustiças e ganância, a Bíblia se volta decididamente para a defesa dos pobres. No âmbito social, a Bíblia nos mostra profetas acusando reis e gente poderosa que enriquece à custa do povo e não cuida bem daqueles a quem deveriam servir (Isaías, Jeremias, Ezequiel, Amós e tantos outros profetas).

    O parlamentar explicou que no âmbito comunitário, a Bíblia fala sobre a diária do trabalhador que deve ser paga no mesmo dia, pois ele precisa disso para viver e ao socorro que se deve prestar aos pobres. “Precisamos denunciar a perversidade de todo modelo econômico que visa em primeiro lugar o lucro, sem se importar com a desigualdade, miséria, fome e morte. Jesus, o camponês judeu do Mediterrâneo e filho predileto de Deus, não deixou de orientar a humanidade sobre o que fazer com as riquezas da terra, como usar o dinheiro e a sua força poderosa”.

    Para concluir, Moises Diniz disse que quando o dinheiro é usado para produzir o luxo e o desperdício para uma minoria e sofrimento e morte para os mais pobres da terra, essa minoria segundo ele, terá que se juntar aos camelos para passar pelo fundo da agulha e alcançar o Reino dos Céus. “Desejamos aos lideres religiosos muita disposição de combate profético pelos mais pobres e muita fé para enfrentar os desafios de uma sociedade que fez do dinheiro o seu deus pagão e absoluto, a garantir luxo e prazeres a uma minoria perdulária e sofrimento inconfessável às maiorias pobres do planeta”.

    Agencia Aleac

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